O teste de impairment é um procedimento essencial para garantir que os ativos sejam avaliados pelo menos ao seu valor recuperável. Segundo IAS 36.8, uma entidade deve avaliar em cada data de relatório se há alguma indicação de que um ativo possa estar impaired.
Identificação de Indicadores de Impairment
Antes de realizar o teste, você deve identificar sinais de impairment. IAS 36.12 lista indicadores externos (queda no valor de mercado, ambiente tecnológico adverso) e internos (evidência de obsolescência, dano físico). Apenas se existirem indicadores é necessário realizar o teste completo.
Determinação do Valor Recuperável
O valor recuperável é o maior entre:
Para calcular o valor em uso, você deve (IAS 36.30):
Comparar o valor contábil líquido do ativo com seu valor recuperável. Conforme IAS 36.59, se o valor contábil exceder o valor recuperável, reconheça uma perda por impairment. A perda reduz o valor do ativo e é reconhecida no resultado, salvo se o ativo foi previamente reavaliado (então reduz o superávit de reavaliação em IAS 36.60).
Testes em Unidades Geradoras de Caixa
Para ativos que não geram fluxos de caixa independentes, o teste é realizado ao nível da unidade geradora de caixa (UGC). Uma UGC é o menor grupo de ativos que gera fluxos de caixa essencialmente independentes (IAS 36.6). Isso é crucial para alocação apropriada do goodwill.
Testes de Goodwill
Goodwill deve ser testado anualmente (IAS 36.90), mesmo sem indicadores de impairment, comparando o valor recuperável da UGC com seu valor contábil incluindo o goodwill alocado.
Documentação e Divulgação
Mantenha documentação das suposições utilizadas, especialmente taxas de desconto, períodos de previsão e fatores de crescimento. IAS 36.126-135 exigem divulgações substantivas sobre perdas por impairment reconhecidas ou revertidas durante o período.
Reversão de Perdas
IAS 36.111 permite reversão de perdas de impairment (exceto goodwill) se houver mudança em estimativas anteriores, refletindo principalmente no resultado do período.