Updated 20 June 2026 · Reviewed by IFRS Buddy Editorial Team

Como a propriedade, planta e equipamento são contabilizados sob a Seção 17 do IFRS para PMEs?

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IFRS for SMEs Section 17 — Regra Fundamental

A propriedade, planta e equipamento (PP&E) é reconhecida pelo custo histórico, menos depreciação acumulada e perdas por imparidade, com mensuração posterior exclusivamente pelo modelo de custo (sem reavaliação permitida sob IFRS para PMEs).

Como Funciona IFRS for SMEs Section 17

  • Reconhecimento inicial (Seção 17.3–17.4): Um ativo imobilizado é reconhecido como ativo quando (i) é provável que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e (ii) o custo pode ser mensurado com confiabilidade. O item deve estar sob controle e ser tangível. Custos iniciais incluem preço de compra, direitos de importação, impostos não recuperáveis, custos diretos de instalação e testes funcionais (Seção 17.5).
  • Mensuração inicial (Seção 17.5–17.6): O custo compreende o preço de compra, menos descontos comerciais, mais todos os custos necessários para colocar o ativo em condições operacionais (frete, instalação, mão de obra direta). Custos posteriores de treinamento e custos administrativos são excluídos. Quando há pagamento diferido, mensura-se ao valor presente se o período de crédito exceder os termos comerciais normais.
  • Modelo de custo (Seção 17.7–17.9): Após o reconhecimento inicial, a PP&E é mensurada pelo custo menos depreciação acumulada e perdas por imparidade. Não há opção de reavaliação (diferentemente da IFRS 16). A depreciação é alocada sistematicamente durante a vida útil estimada, refletindo o padrão de consumo econômico. Componentes significativos com vidas úteis distintas devem ser depreciados separadamente (Seção 17.8).
  • Depreciação (Seção 17.10–17.13): A vida útil deve refletir o período durante o qual a entidade espera usar o ativo. O valor residual é o valor estimado que a entidade obteria pela venda ao final da vida útil, menos custos de venda. Diferentes métodos (linear, decrescente, unidades de produção) são permitidos, desde que reflitam o consumo. A depreciação começa quando o ativo está disponível para uso e cessa no final da vida útil ou quando baixado (Seção 17.12).
  • Imparidade (Seção 17.14–17.15): Anualmente, avalia-se se há indícios de imparidade. Se identificados, compara-se o valor contábil com o valor recuperável (maior entre valor justo menos custos de venda e valor em uso). Uma perda por imparidade é reconhecida quando o valor contábil excede o recuperável, reduzindo o ativo e impactando o resultado.
  • Baixa contábil (Seção 17.16): Um ativo é baixado quando desaparecido ou quando não se esperam benefícios econômicos futuros. O ganho ou perda na baixa (diferença entre o produto de venda e o valor contábil líquido) é reconhecido no resultado (Seção 17.16).

IFRS for SMEs Section 17 — Exemplo Prático

Uma PME adquire maquinaria industrial por €250.000 em 1º de janeiro de 20X1. Custos de instalação e testes: €15.000. Valor residual estimado: €10.000. Vida útil: 10 anos. Método: linear.

Custo histórico e depreciação anual

ItemValor
Preço de compra€250.000
Custos de instalação€15.000
Custo total€265.000
Menos: Valor residual(€10.000)
Base depreciável€255.000
Depreciação anual (10 anos)€25.500

Lançamento em 31 de dezembro de 20X1

ContaDébitoCrédito
Despesa de Depreciação€25.500
Depreciação Acumulada – Maquinaria€25.500

Apresentação no balanço em 31 de dezembro de 20X1

Maquinaria – custo histórico€265.000
Menos: Depreciação acumulada(€25.500)
Valor contábil líquido€239.500

Se em 31 de dezembro de 20X3 a maquinaria sofrer danos e seu valor em uso cair para €180.000, reconhece-se perda por imparidade de €(210.000 – 180.000) = €30.000, reduzindo o ativo e o resultado do período.

IFRS for SMEs Section 17 — Armadilhas Comuns

  • Capitalização indevida de custos operacionais: Custos de manutenção rotineira, reparos normais e treinamento de operadores devem ser despesa, não ativo (Seção 17.5). Uma auditoria rigorosa separa custos que melhoram/ampliam de custos de manutenção.
  • Negligência na revisão de vida útil: Muitas PMEs não revisam a vida útil periodicamente. Mudanças nas condições de uso, avanços tecnológicos ou alterações nos padrões de consumo exigem ajustes prospectivos na depreciação (Seção 17.11), impactando lucros futuros.
  • Omissão de testes de imparidade: O IFRS para PMEs exige avaliação anual de imparidade (Seção 17.14) ao identificar indícios (obsolescência, quedas de desempenho, mudanças legais). Negligenciar isso resulta em ativos sobreavaliados e ganhos contábeis inflacionados em futuras baixas.

IFRS for SMEs Section 17 — Parágrafos Chave

  • Seção 17.3–17.4: Critérios de reconhecimento (controle, benefício futuro, mensuração confiável)
  • Seção 17.5–17.6: Custo inicial (incluindo custos de colocação em uso, exclusão de desembolsos posteriores)
  • Seção 17.7–17.9: Modelo de custo (exclusão de reavaliação, separação de componentes)
  • Seção 17.10–17.13: Vida útil, valor residual, métodos de depreciação, cessação da depreciação
  • Seção 17.14–17.15: Reconhecimento e mensuração de imparidade
  • Seção 17.16: Baixa contábil e ganhos/perdas

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