Updated 7 July 2026 · Reviewed by IFRS Buddy Editorial Team
2026 foi um ano de consolidação e deliberação aprofundada em múltiplos projetos de longa duração. O IASB avançou Instrumentos Financeiros com Características de Patrimônio através de principais rodadas de redeliberação, lançou uma iniciativa de pesquisa dedicada para abordar os encargos de custos de arrendatários sob IFRS 16, e elevou o projeto Demonstração de Fluxos de Caixa de pesquisa para definição formal de normas. Esforços paralelos em seleção de Ativos Intangíveis, Mensuração do Custo Amortizado, e uma Análise Pós-implementação de IFRS 16 ganharam momentum, sinalizando o comprometimento do Board em modernizar normas e reduzir o atrito de conformidade do preparador. Até meados de 2026, o IASB havia finalizado emendas a IAS 28, emitido IFRS 20 sobre atividades reguladas por taxa, introduzido uma significante nova escolha de política de método de equivalência patrimonial para transações com associadas e subsidiárias (estendida a demonstrações financeiras separadas em junho), e aberto um projeto de escopo estreito em IFRS 16 sobre concessões de aluguel decorrentes da Análise Pós-implementação.
Instrumentos Financeiros com Características de Patrimônio — Decidiu tentativamente proceder com emendas propostas a IAS 32 sobre classificação de derivativos sobre patrimônio próprio sob a condição fixa-por-fixa, com esclarecimentos sobre fixação de contraprestação, aplicações de entidade do grupo, e terminologia de ajuste (Fevereiro de 2026).
Demonstração de Fluxos de Caixa e Assuntos Relacionados — Formalmente moveu o projeto do programa de pesquisa para o plano de trabalho de definição de normas; decidiu não estabelecer um grupo consultivo (Janeiro de 2026).
Análise Pós-implementação de IFRS 16 Arrendamentos (Custos de Arrendatário) — Decidiu tentativamente adicionar um projeto de pesquisa explorando viabilidade de mitigação de custos de mensuração contínua mais altos que o esperado para arrendatários, com foco particular em frequência de remensuration de passivo de arrendamento e mecânica simplificada de taxa de desconto (Março de 2026). Unanimemente recusou-se a revisitar clareza de orientação ou requisitos de taxa implícita.
Ativos Intangíveis — Continuou seleção de casos de teste e exploração de fluxo de trabalho na definição e reconhecimento de ativos intangíveis; adiou decisões aguardando descobertas adicionais sobre necessidades de informação do usuário (Janeiro de 2026).
Análise Pós-implementação de IFRS 16 (Geral) — Sinalizou finalização das deliberações gerais de Análise Pós-implementação até Q3 2026, com relatório de projeto e declaração de retorno esperados antes do final do ano (Janeiro de 2026).
Atividades de Aplicação Consistente — Aprovadas atualizações a seis decisões de agenda e recomendada retirada de duas decisões de agenda através do Comitê de Interpretações de IFRS (Janeiro de 2026).
IAS 32 — Disposições de Liquidação Contingente — Esclarecido regras de classificação para instrumentos com disposições de liquidação contingente: parágrafo 25 de IAS 32 aplica-se apenas onde a liquidação que dá origem a um passivo financeiro pode ocorrer unicamente como resultado de um evento incerto fora do controle tanto do emissor quanto do titular; introduzido um teste de "propósito comercial substantivo" para autenticidade de termos contratuais; questões de mensuração movidas para o projeto Mensuração do Custo Amortizado (Abril de 2026).
IFRS 16 Análise Pós-implementação — Divulgações de Fluxo de Caixa — Decidiu tentativamente explorar exigência de arrendatários de divulgar os componentes de saídas de caixa totais de arrendamento juntamente com o item de linha correspondente na demonstração de fluxos de caixa; a ser desenvolvido dentro do projeto IAS 7 (Abril de 2026).
IAS 28 Método de Equivalência Patrimonial — Custo e Transações — Confirmado inclusão de efeitos de impostos diferidos no valor contábil de investimentos em associadas; confirmado ganho de compra vantajosa a ser reconhecido em lucro ou prejuízo; introduzida uma escolha de política contábil para reconhecimento total ou restrito de ganhos e perdas em transações com associadas (exceto transferências de negócios) (Abril–Maio de 2026).
Combinações de Negócios — Divulgações e IAS 36 — Retido abordagem de limite em 10% de receita/ativos para subconjunto de divulgação de desempenho; refinada redação de isenção; removida exclusão de fluxos de caixa de reestruturação não comprometidos de cálculos de valor em uso de IAS 36 (Abril de 2026).
Demonstração de Fluxos de Caixa (IAS 7) — Desagregação e Passivos de Financiamento — Proposta orientação de aplicação para desagregação de fluxo de caixa consistente com desagregação de balanço; esclarecido objetivo de divulgação para reconciliação de passivos de financiamento (Abril–Maio de 2026).
IFRS 18 / Pilar Dois — Decidiu explorar emenda de IFRS 18 para permitir ou exigir classificação de encargos de impostos não renda que são "impostos cobertos" sob regras OCDE do Pilar Dois dentro da categoria de impostos sobre renda da demonstração de resultado (Maio de 2026). Seguindo rejeição de membro à abordagem do Exposure Draft, decidiu em junho explorar mecanismos alternativos para alcançar o mesmo objetivo de classificação (11 de 13 concordaram).
IAS 28 Emendas de Opção de Valor Justo — Finalizado: entidades cuja atividade principal é investimento per parágrafo 49(a) de IFRS 18 são elegíveis para a opção de valor justo de IAS 28; emendas esperadas a serem emitidas meados de 2026 (Maio de 2026).
IAS 37 Encargos — Presunção Não-refutável — Tornada a presunção restritiva para reconhecimento de encargo não-refutável: condição de evento passado atendida quando entidade obteve o benefício econômico necessário ou conduziu a atividade necessária (Maio de 2026).
Atividades Reguladas por Taxa (IFRS 20) — IASB recebeu atualização de implementação; IFRS 20 esperada a ser emitida em Maio de 2026.
Análise Pós-implementação de IFRS 16 — Concessões de Aluguel e Venda-e-Arrendamento — Adicionado um projeto de escopo estreito, unido com o projeto de pesquisa de redução de custo de Março de 2026, para esclarecer contabilidade de arrendatário para concessões de aluguel sob IFRS 16 e IFRS 9. Decidido não tomar ação na maioria de outro feedback de RFI, incluindo interações com IFRS 15, IAS 38, e requisitos de arrendador (Junho de 2026).
Mensuração do Custo Amortizado — Modificação e Desreconhecimento (IFRS 9) — Decidiu tentativamente que determinar se uma modificação de instrumento financeiro é substancial exige uma análise holística de múltiplos fatores de mudanças de fluxos de caixa contratuais, em vez de depender apenas do teste de 10 por cento (Junho de 2026).
Método de Equivalência Patrimonial (IAS 28) — Demonstrações Financeiras Separadas — Estendida a escolha de política contábil para ganhos e perdas em transações com associadas e subsidiárias a demonstrações financeiras separadas, independente da política de nível consolidado; confirmadas emendas relacionadas de IFRS 12 e IFRS 19 (Junho de 2026).
Demonstração de Fluxos de Caixa (IAS 7) — Derivativos e Subvenções Governamentais — Decidiu tentativamente sobre orientação de classificação para fluxos de caixa de derivativos de gestão de risco (geralmente seguindo o item protegido) e subvenções governamentais (subvenções relacionadas a ativos como atividades de investimento, apresentadas brutas; subvenções relacionadas a renda como atividades operacionais) (Junho de 2026).
IFRS 20 Ativos Regulatórios e Passivos Regulatórios — Esperada a ser emitida em Maio de 2026; fornece um marco abrangente para entidades com atividades reguladas por taxa.
IAS 28 Emendas de Opção de Valor Justo — Finalizado em Maio de 2026; publicação esperada meados de 2026. Esclarece elegibilidade para entidades cuja atividade principal é investimento per parágrafo 49(a) de IFRS 18.
Outros projetos (IAS 32, IAS 7, IAS 28 Método de Equivalência Patrimonial, Combinações de Negócios, IFRS 9 Mensuração do Custo Amortizado) permanecem em fases de redeliberação com exposure drafts e normas finais a seguir.
Escolha de Política Contábil IAS 28 — A escolha entre reconhecimento total e restrito de ganhos e perdas em transações com associadas e subsidiárias — agora disponível em demonstrações financeiras consolidadas e separadas — é uma mudança significativa para entidades com estruturas de grupo complexas. Equipes de finanças devem avaliar implicações antes da norma final ser emitida.
Teste de Modificação IFRS 9 — A mudança proposta do teste de 10 por cento para uma análise holística de múltiplos fatores para determinar modificação substancial afetará como entidades avaliam reestruturações de empréstimo, acordos de concessão, e outras renegociações de dívida, particularmente onde a razão para modificação (acionada comercialmente versus dificuldade financeira) importa para o resultado.
Reformas de Fluxo de Caixa IAS 7 — O conjunto cumulativo de mudanças propostas de IAS 7 — desagregação alinhada com o balanço, reconciliação de passivos de financiamento, classificação de derivativos de gestão de risco, e apresentação bruta de subvenções governamentais relacionadas a ativos — representa uma das atualizações mais extensas aos requisitos de demonstração de fluxo de caixa em anos. Preparadores devem revisar a granularidade de apresentação de fluxo de caixa atual bem à frente da finalização.
Emenda de Pilar Dois IFRS 18 — Com a abordagem original do Exposure Draft enfrentando rejeição do Board em junho, entidades devem observar o mecanismo alternativo que o IASB desenvolve para classificar impostos cobertos do Pilar Dois dentro da categoria de impostos sobre renda da demonstração de resultado.